Uma notícia muito recente me levou a fazer uma comparação entre o interesse das tevês nos EUA dando cobertura aos perigos para a saúde do uso das tecnologias wireless e, aqui no Brasil a mídia aparentemente não se interessa pelo tema.*              *(http://www.saferemr.com/2015/07/wireless-radiation-tv-news.html 13 julho 2015)

No final do ano passado publiquei um livro “QUE FUTURO – Os Efeitos da Poluição Eletromagnética Sobre a Saúde”. No livro tento explicar como a eletricidade natural do corpo humano é afetada pela presença constante de uma nuvem eletromagnética provocada pelas tecnologias elétricas (linhas de alta tensão, instalações elétricas etc.) e pelas recentes tecnologias sem fios que utilizam micro-ondas para transportar dados (telefonia celular, internet, wi-fi etc.). O conteúdo do livro pretende dar respostas a dúvidas que a sociedade tem como, por exemplo:                                                                                      O uso de celulares faz mal à saúde? Porque cada vez há mais casos de cancer?

A falta de informação sobre o tema é grande e, só esporadicamente, a mídia relata artigos sobre o assunto publicados lá fora como se por aqui não acontecessem situações de crescente deterioro da saúde pública, sem explicação aparente. Porque será que há tão pouca preocupação em reconhecer  e investigar mais sobre o assunto?… E o assunto é sério mesmo.

Vamos a um caso concreto:

Quando do lançamento do livro, e como o tema é do interesse público, foram contatadas as principais formas de mídia escrita e de imagem, apresentando o livro acompanhado de um “press release” explicativo escrito por minha assessoria de imprensa.  Apenas a TV Cultura mostrou interesse imediato pelo tema, fazendo uma entrevista e exibindo um vídeo de dois minutos e exibindo-o no jornal do almoço daquele dia.                                                                                         Revistas como: Veja, Isto É e outras não demonstraram interesse em ampliar a informação.

Aqui há uns meses atrás, o programa matinal sobre saúde da Rede Globo, Bem Estar, apresentado por Mariana Ferrão e Fernando Rocha, abordou o tema: “Os celulares fazem mal à saúde ou não?”, tendo concluído que, como não há estudos científicos que o comprovem, o uso de celulares é seguro e não faz mal à saúde.

A desinformação dos produtores do programa é evidente e os apresentadores, com toda sua simpatia, são meros relatores do que é produzido pelos editores do texto. No entanto, o programa Bem Estar foi dos que recebeu meu press release e o livro. A informação estava lá…

Mas vamos então:  “COMO NÃO HÁ ESTUDOS CIENTÍFICOS…”(???).  Como o assunto dos celulares tem andado em questão, não seria mais prudente colocar em dúvida em vez de afirmar categoricamente que não fazem mal?… Que tal usar o velho e sábio  principio da precaução… afinal estamos falando da “nossa saúde” e da “dos nossos filhos”…

NÃO HÁ ESTUDOS CIENTÍFICOS???  Claro que a ligação entre o uso das tecnologias e o mal que podem causar não interessa ser divulgado quando o interesse das indústrias está em causa. E toda  a falta de informação ajuda a dissimular os verdadeiros perigos do uso de tecnologias não testadas em humanos.  Não é do interesse das indústrias que este assunto seja arejado.

Voltemos ao: NÃO HÁ ESTUDOS CIENTÍFICOS?… Não há ou fica mais confortável não querer investigar?  Vejamos, por exemplo, alguns pontos importantes bem ao nosso alcance:

1 – Um  estudo inédito, de nível mundial, feito em Belo Horizonte pela Prof.ª Dr.ª Adilza Dode e publicado em 1 de setembro 2011 pelo  “National Center of Biotechnology Information” (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21741680?dopt=Abstract) faz parte do “US National Library Of Medicine”.

Esse estudo, resultado de experiências feitas em Belo Horizonte, MG, durante 10 anos, mostra que foram verificadas quantidades maiores de mortes por neoplasias (canceres e tumores) à volta de antenas de celulares do que as verificadas a 500 ou mais metros afastadas das antenas. O estudo de alcance mundial, e que coloca geograficamente mortes ( não são apenas casos de câncer, são mortes por câncer) junto de fontes de radiação de sinal de celulares, por si só, já é uma prova irrefutável dos perigos do uso dessa tecnologia de uso indispensável e necessário.                                                   Então? Uso de celular faz mal à saúde, ou apenas o desconhecimento e falta de divulgação dos tais estudos científicos leva a crer que não fazem?

O estudo referido deu origem a um vídeo postado no You Tube por uma cientista canadense, a Dr.ª Magda Havas, falado em português e legendado em inglês. Foi postado no Canadá… Um estudo de alcance mundial, inédito.

Onde estão as nossas emissoras de tevê?  Este estudo feito aqui no Brasil por uma cientista brasileira. Se fosse uma prova esportiva seria medalha de ouro para o Brasil.                                                                                                              O estudo foi noticiado? Se foi, chegou ao conhecimento do grande público?

Vejam o vídeo no link:   https://youtu.be/Kt0G23GXJzc

Que meios de comunicação se interessaram por um assunto dessa transcendência para a saúde pública? Alguém ouviu falar desse estudo? Quem noticiou tamanha contribuição para a comunidade?

“NÃO HÁ ESTUDOS CIENTÍFICOS”… Brincadeira!

2 – No ano 2009 ocorreu um seminário internacional de cientistas para discutirem os perigos do uso de tecnologias emissoras de micro-ondas. Foi realizado em Porto Alegre, RS, com a participação de 9 cientistas internacionais e 14 cientistas brasileiros (entre outros, a Prof.ª Dr.ª Adilza Dode) publicando a “Resolução de Porto Alegre” no sentido de regulamentar e alertar o público para  os perigos do uso de tecnologias eletromagnéticas  que usam micro-ondas e que são poluentes do ambiente.

A Resolução de Porto Alegre recomendou (vou mencionar apenas algumas das recomendações):

  • Crianças com menos de 16 anos de idade não devem usar telefones móveis e telefones sem fios, exceto para chamadas de emergência.
  • O licenciamento ou uso de Wi-Fi, WIMAX ou quaisquer outras formas de tecnologias de comunicação sem fio, interiores ou exteriores, devem, preferencialmente, não permitir localização ou transmissão de sinal para residências, creches, casas de repouso, hospitais ou quaisquer outras edificações passíveis de ocupação humana por períodos de tempo consideráveis.

Quem ouviu falar dessas recomendações? Foram implementadas?                                                                                       A Anatel recomendou ou divulgou as recomendações?                                                                                                             Os pais estarão alertados para o uso eventualmente perigoso de celulares por crianças?                                                 Antenas de celular perto de hospitais? É saudável?                                                                                                               Wi-Fi nas escolas? Pode? Crianças com seus cérebros  ainda em formação…                                                                         Wi-Fi em ônibus, cozinhando lentamente com micro-ondas todos os passageiros? Pode?

Não admira que o comportamento da sociedade ande tão estranho, hoje em dia…

3 – Internacionalmente foi estabelecido que todos os manuais do usuário de telefones celulares fabricados por todas as indústrias contenham informações sobre SAR e recomendações de proteção dos utilizadores. Assim, no manual do meu aparelho celular fabricado aqui mesmo na zona franca de Manaus, diz:

  • Este produto atende ao limite de SAR estabelecido pela Anatel de 2,0 W/kg.
  • Ao carregar o produto ou utilizá-lo próximo do corpo, mantenha-o a uma distância mínima de 1,5 cm do corpo para garantir conformidade com os limites de exposição RF. 

Como é que é? Manter o telefone a 1,5 cm do corpo? Não podemos segurar na mão? E no bolso? Afinal o celular faz mal ou não faz mal? Porque temos que manter uma distância de 1,5 cm?     Então não é já uma confissão de que junto ao corpo é prejudicial à saúde? Qual é o limite de exposição saudável? A distância de 1,5 cm seria segura? Por que a advertência?

Esta é uma forma de destratar o público consumidor. Para ilibar suas responsabilidades as indústrias colocam em letrinhas bem pequenas aquela advertência que deveria estar em letras bem gordas, dizendo como nos maços de cigarros:              O uso do celular pode causar câncer.

 

4 – E não é que é verdade?  O IARC-Instituto de Pesquisas do Câncer junto da OMS-Organização Mundial da Saúde já em 2001 classificou a exposição a campos eletromagnéticos de baixa frequência (linhas de alta tensão, transformadores e aparelhos elétricos etc.) como Categoria 2B, e  em 2011  reconheceu também que a exposição à radiação eletromagnética de frequências de micro-ondas (celulares, wi-fi, telefones sem fios e tecnologias wireless) fosse classificada na mesma categoria: “Possivelmente Cancerígeno para Humanos”.

Em que ficamos então?  Não há evidências científicas? Ou apenas não há divulgação da evolução dos estudos que cientistas apresentam com profusão, demonstrando a ligação entre causas e efeitos?

Poderia citar inúmeros outros estudos e artigos científicos que ajudam a comprovar os efeitos biológicos adversos das tecnologias eletromagnéticas. O meu livro cita quase 200 referências bibliográficas cientificas dando suporte ao texto.

Por isso, há sim muitas evidencias científicas disponíveis. É só querer encontrar… Mas o que queria demonstrar fica bem claro:

Há sim uma conspiração silenciosa para que este assunto fique por esclarecer e, entretanto, nossa saúde e de nossas crianças fica à mercê da desinformação tão deliberadamente controlada.

Enquanto as tevês dos Estados Unidos, especialmente a CBS, dão ampla cobertura, as nossas tevês continuam dando pistas erradas. O tal do programa Bem Estar, com o Fernando Rocha dizendo abertamente que o celular não faz mal para a saúde, é uma amostra de que como a desinformação pode ser perigosa para um público mal advertido dos perigos do uso das tecnologias modernas.

Para quem estiver curioso listo o artigo referenciado por www.saferemr.com :

Qual foi a rede de TV dos Estados Unidos que forneceu maior cobertura de notícias sobre questões de radiação eletromagnética ou tecnologias sem fio no último ano?

Durante o ano passado, a CBS e suas afiliadas deram a maior cobertura de notícias de televisão sobre a radiação sem fio e relatórios de saúde em questões de segurança relacionadas com telefones celulares, torres de celular, Wi – Fi e medidores inteligentes.  A CBS também cobriu os dois mais recentes desenvolvimentos políticos sobre os perigos do wireless:   O Apelo Internacional de cientista em maio e o  “Direito de Saber” uma portaria em Berkeley sobre os perigos da telefonia celular.

Com a recente publicação do livro de Norm Alster, “Agência Reguladora Sequestrada: Como a Comissão Federal de Comunicações é dominada pelas indústrias que deveria regular” é a oportunidade para o programa da CBS, 60 Minutes fazer uma matéria investigativa sobre o porquê do governo não atualizar os regulamentos obsoletos sobre as tecnologias wireless, adoptadas em 1996 que deixam de proteger a saúde do público americano.
A cobertura das notícias das outras grandes redes não foi nada em comparação.

Serão os anunciantes e a indústria das telecomunicações sem fios que manipulam a cobertura de notícias de televisão de questões de segurança da utilização das tecnologias wireless?

 

CBS News:

Professor de Eletrônica Aposentado quer criar um refugio livre de Wi-Fi:                                                                          Mark Ackerman, CBS Denver, 09 de julho de 2015·.

Os sinais de Wi-Fi estão fazendo-o doente?                                                                                                                    Marissa Bailey, CBS Chicago, 01 de julho de 2015.

Pessoas acreditam que as redes de Wi-Fi os fazem doentes.                                                                                                    Dr. Mallika Marshall, CBS Boston, 08 de junho de 2015.

As redes de Wi-Fi estão provocando doenças?                                                                                                                    CBS New York, 20 de maio de 2015.

Por que eu declaro nosso quarto de dormir uma zona livre de Wi-Fi.                                                                                 Julie Watts, CBS SF Bay Area, 20 de maio de 2015.

Berkeley passa a primeira portaria para as precauções do uso de celulares.                                                                  WMMT (Kalamazoo, MI), 19 de maio de 2015.

Precauções com celulares: Onde você guarda seu celular?

Elizabeth Hinson, CBS National, May 12, 2015 (last updated May 14, 2015)
KMOV (St. Louis, MO)
KPAX (Missoula, MT)
WCTV (Tallahassee, FL)
WDTV  (Weston, West Virginia)
WFMY (Greensboro, NC)
WIVB (Buffalo, NY)
WKBN (Youngstown, OH)
WREQ (Memphis, TN)
WTSP (Tampa Bay, FL)

Você está recebendo radiação venenosa do seu celular?
CBS News, May 12, 2015

Mulher corta o uso de celulares na família por preocupações com a saúde.                                                                             Gerri Constant, CBS Los Angeles, May 5, 2015.
Bombeiros de Los Angeles pedem leis de proteção por preocupações com a saúde.                                                                 CBS Los Angeles, Mar 24, 2015

Rede de medidores dos serviços públicos a ser instalada em Long Island levanta receios de exposição à radiação e perda de privacidade.                                                                                                                                                                      CBS New York, Mar 6, 2015.

Mulher diz que a radiação do celular quase matou seu marido.                                                                                          Samantha Cortese, KESQ (Palm Desert, CA), Feb 18, 2015.

A falha em seguir os regulamentos de antenas celulares levanta questões de segurança.
CBS Atlanta, Nov. 17, 2014 (updated Fev. 10, 2015)

Alguns moradores preocupados com os efeitos na saúde de medidores inteligentes.
WMMT (Kalamazoo, MI), Dec. 3, 2014

Novos contadores inteligentes instalados em Spokane levantam receios.

KREM (Spokane, WA), Dec 2, 2014.
Medidores inteligentes de energia da CPS mostram picos aleatórios de radiação.

KENS (San Antonio, TX), Nov 18, 2015

Torres de telefonia celular levantam novas preocupações sobre segurança.
Jason Barry, KPHO (Phoenix), Nov. 10, 2015 (updated Nov. 25)

Inimigos dos medidores inteligentes se preparam para a briga na Flórida.

CBS Miami, Sep 30, 2014.

Os telefones celulares realmente estão provocando canceres?

CBS Pittsburgh, Sep. 15, 2014

Avisos adesivos sobre câncer cerebral proposto para os celulares vendidos em Berkeley.
CBS SF Bay Area, Aug 22, 2014

NO DIA 15 DE MAIO DE 2015, AS PREOCUPAÇÕES DE UM GRUPO DE CIENTISTAS LEVAM À ENTREGA DE UMA APELAÇÃO ÀS NAÇÕES UNIDAS E ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE

Assinam o Apelo 190 cientistas de 36 países:

Alemanha 6, Armênia 1, Austrália 7, Áustria 4, Bahrain 1, Bélgica 1, Brasil 7, Canadá 8, Cazaquistão 1, China 12, Coreia do Sul 15, Croácia 1, Egito 4, Espanha 6, Finlândia 4, França 2, Geórgia 1, Grécia 5, Islândia 1, Índia 6, Irã 7, Israel 3, Itália 17, Japão 2, Nova Zelândia 1, Nigéria 1, Omã 1, Polônia 2, Reino Unido 7, Rússia 3, Sérvia 3, Rep. Eslovaca 1, Suécia 6, Suíça 1, Turquia 14, USA 28.

Nota: Ninguém assinou a petição por Portugal

Assinaram a Petição pelo Brasil:

Vânia Araújo Condessa, MSc., Engenheira Eletrotécnica, Belo Horizonte, Brasil

Prof. Dr. João Eduardo de Araújo, MD, Universidade de São Paulo, Brasil

Dr. Francisco de Assis Ferreira Tejo, D. Sc., Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil

Prof. Álvaro de Salles, Ph.D., Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil

Prof. Adilza Dode, Ph.D., MSc. , Ciências de Engenharia da Universidade Metodista de Minas, Brasil

Dr. Daiana Condessa Dode, MD, Universidade Federal de Medicina, Brasil

Michael Condessa Dode, Analista de Sistemas, MRE Engenharia Ltda, Belo Horizonte, Brasil

A PETIÇÃO:

Ao Honorável Sr. Ban Ki Moon, Secretário-Geral das Nações Unidas; À Honorável Dra. Margareth Chan,               Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde Aos Países Membros das Nações Unidas.

APELO INTERNACIONAL

Cientistas Clamam por Proteção contra a Exposição a Campos Eletromagnéticos Não Ionizantes

Nós somos cientistas engajados no estudo dos efeitos biológicos e sanitários dos campos eletromagnéticos (CEM) não ionizantes. Com base em pesquisas publicadas, com revisão paritária, nós manifestamos sérias preocupações a respeito da exposição, onipresente e crescente, à contaminação eletromagnética gerada por dispositivos elétricos e sem fios. Esses incluem, não apenas dispositivos emissores de radiação eletromagnética (REM) de radiofrequência  tais como celulares e telefones sem fio – juntamente com suas respectivas antenas –, Wi-Fi, antenas de radiodifusão e TV, contadores inteligentes, babás-eletrônicas, bem como dispositivos elétricos e respectivas infraestruturas usados no fornecimento e distribuição de energia elétrica que geram campos eletromagnéticos de frequências extremamente baixas.

Base científica para nossas preocupações comuns

Inúmeras pesquisas científicas recentes têm mostrado que os CEM afetam os seres vivos, em níveis bem inferiores aos constantes da maioria das diretrizes nacionais. Esses efeitos incluem o risco de câncer, estresse celular, aumento de radicais livres perniciosos, danos genéticos, mudanças estruturais e funcionais do sistema reprodutivo, défices de memória e aprendizado, distúrbios neurológicos e impactos negativos sobre o bem-estar geral dos seres humanos. Os danos ultrapassam a raça humana, segundo a crescente evidência de efeitos nocivos às vidas animal e vegetal.

Estes resultados justificam nossa apelação às Nações Unidas (ONU) e a todos os Países-Membros do mundo para incentivarem a Organização Mundial da Saúde (OMS) a exercer sua liderança, no sentido de fomentar a construção de diretrizes de exposição a CEM mais protetivas, estimulando medidas de precaução e informando ao público sobre os riscos à saúde, particularmente a das crianças e dos fetos em desenvolvimento.

Eximindo-se de agir, a OMS deixa de cumprir o seu papel proeminente de agência pública internacional de saúde.

Inadequadas diretrizes internacionais contra radiações não ionizantes

Diversas agências responsáveis pelo estabelecimento de padrões de segurança têm deixado de impor diretrizes com níveis suficientes para proteger o público em geral, particularmente as crianças que são mais vulneráveis aos seus efeitos. A Comissão Internacional de Proteção contra Campos Eletromagnéticos Não-Ionizantes (ICNIRP) estabeleceu, em 1988, suas “Diretrizes para Limitar a Exposição a Campos Elétricos, Magnéticos e Eletromagnéticos Variantes com o Tempo” [i]. Essas diretrizes foram acatadas pela OMS e por diversos países do mundo. A OMS tem pedido para que todas as nações adotem as diretrizes do ICNIRP, com o objetivo de estimular uma harmonização internacional dos padrões. Em 2009, o ICNIRP divulgou uma instrução reafirmando as suas diretrizes de 1988, pois, em sua opinião, a literatura científica publicada desde então “não forneceu evidência suficiente de quaisquer efeitos adversos, abaixo das restrições básicas e, assim, não há necessidade de uma imediata revisão de suas diretrizes sobre os limites de exposição a campos eletromagnéticos de altas frequências” [ii].  O ICNIRP continua, até agora, fazendo essas afirmações apesar da crescente evidência científica mostrando o oposto.

Em nossa opinião, como as diretrizes do ICNIRP não cobrem nem a exposição prolongada nem os efeitos de baixas intensidades, elas são insuficientes para proteger a saúde pública.

Em 2002 [iii], a OMS adotou a classificação da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) para os campos eletromagnéticos (CEM) e, em 2011[iv], para a radiação eletromagnética  de radiofrequências (REM). Essa classificação afirma que os CEM e REM são um possível carcinógeno para humanos (Grupo 2B).

Apesar dessas duas conclusões da IARC, a OMS continua insistindo que as evidências são insuficientes para justificar uma redução desses níveis de exposição quantitativos.

Como há controvérsia acerca de uma base lógica para o estabelecimento de padrões que possam evitar efeitos sobre a saúde, nós recomendamos que o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) convoque e financie um comitê multidisciplinar independente para explorar os prós e contras de alternativas às práticas atuais, capazes de diminuir, substancialmente, as exposições humanas aos campos de REM e CEM. As deliberações desse grupo devem ser conduzidas de uma maneira transparente e com imparcialidade. Embora seja essencial a participação e cooperação da indústria neste grupo, não se deve permitir que elas possam vir a influenciar os seus procedimentos e conclusões. Esse grupo deve encaminhar suas análises às ONU e à OMS, para orientar uma ação precaucionaria.

 Coletivamente, também requeremos que:

  1. Mulheres grávidas e crianças sejam protegidas;
  2. As diretrizes e os padrões sejam fortalecidos;
  3. Os fabricantes sejam estimulados a desenvolver tecnologias mais seguras;
  4. As concessionárias responsáveis pela geração, transmissão, distribuição e monitoramento da energia elétrica devem manter uma adequada qualidade da potência e assegurar uma fiação apropriada, de modo a minimizar correntes de aterramento em níveis nocivos;
  5. O público deve ser absolutamente informado acerca dos riscos potenciais da energia eletromagnética e de como adotar estratégias de diminuição dos danos;
  6. Os profissionais da saúde devem ser educados sobre os efeitos biológicos da energia eletromagnética e devidamente treinados a proporcionar tratamento a pacientes com sensibilidade eletromagnética;
  7. Os governos devem financiar o treinamento e a pesquisa sobre a relação entre campos eletromagnéticos e a saúde, independentemente da indústria e exigindo a cooperação de seus pesquisadores;
  8. Os meios de comunicação devem revelar quais as relações financeiras dos especialistas com as indústrias, ao divulgarem suas opiniões a respeito dos aspectos sanitários e de segurança das tecnologias emissoras de CEM e REM;
  9. Estabelecer zonas brancas (áreas sem radiação).

Proposta de data para submeter o Apelo: 15 de maio 2015.

[i]   http://www.icnirp.org/cms/upload/publications/ICNIRPemfgdl.pdf

[ii]  http://www.icnirp.org/cms/upload/publications/ICNIRPStatementEMF.pdf

[iii]  http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol80/

[iv]  http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol102/

Um café que bloqueia os sinais wireless. Assim, você fica incomunicável e não é tentado a usar seu celular.

Quando você entra no Faraday Café em Vancouver, no Canadá, é como entrar em um buraco negro. Você fica inacessível.

O café é o primeiro no mundo a bloquear ativamente sinais de comunicações sem fios, por isso, é impossível fazer ou receber uma chamada, uma mensagem ou verificar o seu e-mail. Em vez disso, o criador do café pretende estimular você a falar com os amigos ou mesmo trocar uma ideia com um estranho ao seu lado.

“Eu acho que a proliferação de tecnologias digitais como smartphones, tablets e laptops aconteceu tão rápido que realmente esquecemo-nos de criar uma política sobre a etiqueta ou a ética em torno de seu uso “, diz o artista Julien Thomas.

Thomas idealizou o café em um projeto de arte conjunto com arquitetos da Hughes Condon Marler.

O projeto usa uma envolvente metálica que cria uma gaiola de Faraday para bloquear os sinais de radiofrequência, e os arquitetos trabalharam para fazer dessa gaiola um espaço acolhedor. “O material é realmente muito versátil”, diz Thomas. “Reflete luz e sombra. Acho que há muita coisa que pode ser feita com ele e, em vez de lamentar que você  possa sentir-se colocado dentro de uma gaiola, ele pode tornar-se realmente em um belo, tranquilo e acolhedor espaço”.

Embora possa ser cada vez mais comum entrar em um café ou um restaurante e ver sinais de proibição de telefones celulares ou laptops, Thomas não queria proibir, queria dar um passo para tornar a tecnologia impossível de ser usada.  Para aqueles que não podem parar de olhar constantemente para os seus aparelhos, é um refúgio temporário. Thomas vê isso como um exemplo de como a arquitetura e design pode ajudar a fazer as mudanças que as pessoas por si só não são capazes de fazer.

O projeto do Faraday Café é apenas um motivo para levar as pessoas a tomar conhecimento deste assunto e pode contribuir para eventualmente levar a empreendimentos reais maiores onde esta filosofia possa ser aplicada

Nesta era de onipresente cobertura de telefonia celular, quando toda a gente pode estar em contato com todo o mundo, a privacidade é um novo privilégio.

Há potencial para que as pessoas entendam esta ideia como um valioso patrimônio, seja em um café, uma sala de reuniões, em um escritório ou outro qualquer espaço em qualquer lugar onde possamos voltar a ser como éramos. Independentes e isolados se for do nosso desejo.

Sem falar das implicações da exposição permanente a radiações eletromagnéticas sobre a saúde.

 

*Drª Sneha Sath – Especialista em Medicina Reprodutiva na NOVA IVI FERTILITY, em Mumbai,Índia

Vivemos em uma era de quase completa dependência de tecnologias com o uso ilimitado de telefones celulares, laptops, computadores, tablets e conexões sem fio, muitas vezes, desconhecendo os seus efeitos adversos sobre o organismo. E acabamos pagando bem caro por isso sem saber as razões que causam os nossos vários problemas de saúde. É já um fato conhecido que as tecnologias modernas podem afetar tanto a fertilidade masculina e feminina e pesquisas revelam que cada vez mais estamos permanentemente expostos a radiações bem acima dos valores considerados saudáveis. Dados clínicos mostram que quase 15% dos casais sofrem de alguma forma de infertilidade devido à exposição a estas radiações que utilizam frequências de micro-ondas.

Como as radiações afetam a fertilidade e concepção:

Veja como o uso intenso de tecnologias pode afetar-nos:

  • Os efeitos da radiação emitida por celulares, laptops, redes de Wi-Fi, telefones portáteis e outros aparelhos sem fios podem provocar danos no DNA e incapacitar o seu sistema natural de auto reparação, baixar a imunidade e diminuir a produção de melatonina.
  • A radiação é atraída para as células que têm a maior taxa de crescimento e divisão, como esperma, óvulos e fetos em crescimento, o que dificulta a concepção e, também, aumenta as chances de interrupção da gravidez em uma gestante.
  • A radiação pode causar sérios riscos para a saúde, incluindo câncer, distúrbios nervosos e até mesmo infertilidade.
  • As tecnologias sem fio, como a Internet, redes sem fios de computador e hot-spots, bem como mouses sem fio, teclados e caixas de som, também operam por meio de radiofrequências não-ionizantes semelhantes às utilizadas pelo celulares e são igualmente prejudiciais.
  • A exposição a ondas eletromagnéticas de baixo nível irradiadas a partir de dispositivos de tecnologia sem fios pode, da mesma forma, ter um impacto sério sobre a saúde e fertilidade, causando danos celulares e aumento do risco de câncer.

Como as radiações afetam a fertilidade masculina:

“Nos homens, estudos indicam que o uso de celulares junto do corpo, como no bolso das calças, pode afetar a contagem de espermatozoides, a sua mobilidade e a sua morfologia. As radiações emitidas por um laptop colocado no colo por longos períodos de tempo pode, também, afetar a qualidade e quantidade do esperma. O calor gerado pelo computador portátil pode contribuir também para alterar o esperma. Os testículos são mais vulneráveis ​​ao calor do que os ovários, por isso, as mulheres são menos susceptíveis de serem afetadas da mesma maneira”, diz a Drª. Sathe.

Como as radiações afetam a fertilidade feminina:

De acordo com um estudo realizado pela Ohio State University College of Medicine, mulheres que vivem a 100 metros de torres de telefonia celular têm mais stress e duas vezes maior risco de infertilidade.  Para as mulheres que tentam engravidar, o estresse é medido pelos níveis de proteína (alfa-amilase) em sua saliva. De acordo com o estudo, as mulheres com níveis mais elevados desta proteína na saliva, têm probabilidades 29% menores de conceber em comparação com aquelas com os níveis de proteína mais baixos.

Que mal as radiações podem fazer para uma mulher grávida?

 A pesquisa também sugere que a exposição à radiação de celular pode ser prejudicial para ambas as gestantes e seus filhos nascituros. “A exposição à radiação nos últimos meses de gravidez pode afetar a medula espinhal do bebê. A maioria dos telefones celulares e portáteis transmite e recebe radiação por radiofrequências (RF) de micro-ondas entre 890 e 2.200 mega-hertz (MHz). Estas ondas de rádio são emitidas por ambos os aparelhos de telefone celular e estações de base”, diz a Drª Sathe. Radiação de RF tem a capacidade de aquecer o tecido humano, semelhante à maneira pela qual um forno de micro-ondas aquece o alimento. Os efeitos térmicos produzidos pela radiação eletromagnética das ondas de rádio provoca a polarização das moléculas no corpo gerando calor dielétrico e este calor pode fazer com que tecido vivo possa morrer.

Como limitar efeitos nocivos da radiação

 Para evitar problemas de fertilidade, é importante fazer escolhas conscientes e usar as tecnologias criteriosamente. Mudanças simples do estilo de vida como, evitar que os aparelhos celulares ou tablets fiquem junto do corpo mantendo-os fora de bolsos ou sutiãs e afastados da barriga quando em gravidez.

Usar mensagens de texto em vez de falar ou usar viva voz, é o caminho seguro para garantir uma vida mais saudável.

NOTÍCIAS RECENTES DA POWERWATCH.ORG

http://www.powerwatch.org.uk/news/2015-02-05-france-wifi-restrictions.asp?pf=1

2015/05/02 – Wi-Fi proibido em berçários na França

Em um movimento sem precedentes, a França aprovou uma lei sobre a exposição de crianças a tecnologias sem fios, proibindo totalmente Wi-Fi em ambientes de berçários/creche e restringindo o uso nas escolas primárias apenas para serem ativados quando efetivamente sejam usados para fins educativos.

Isso não só demonstra consciência e atitude proativa para mitigar os danos potenciais da exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência, como também demonstra a primeira aplicação do princípio da precaução no que diz respeito à gestão da invasão e domínio das tecnologias sem fio.

Principais pontos do projeto de lei

  • Pontos de acesso/roteadores devem ser banidos de berçários e creches
  • Pontos de acesso sem fio/roteadores devem ser desativados nas escolas primárias, quando não estejam em uso ativo
  • Os anúncios de telefonia móvel deve incluir uma recomendação de dispositivos (como fones de ouvido) para reduzir a exposição junto à cabeça dos usuários
  • Todos os locais públicos que oferecem Wi-Fi devem anunciar claramente o fato, na entrada dos locais
  • Todos os dispositivos sem fio devem conter instruções claras sobre como desativar a sua funcionalidade sem fio

Tradução do francês da cobertura nacional da nova lei (Tradução cortesia da Google e Andre Fauteux)

Depois de dois anos, a lei que regula a exposição da população aos campos eletromagnéticos gerados por tecnologias sem fios (estações de base, celulares, tablets…) foi adotada pelos membros da Assembleia Nacional, quinta-feira 29 janeiro no final da manhã. Foi votado por toda a maioria, enquanto o Partido UDI se absteve – exceto Bertrand Pancher (Meuse) que votou a favor – e a UMP votaram contra, vendo-a como uma barreira para o desenvolvimento do sector digital.

Esta lei – a primeira na França a estabelecer uma abordagem de precaução face aos riscos potenciais para a saúde das frequências de rádio – uma verdadeira corrida de obstáculos, durante a qual as suas ambições iniciais foram seriamente depreciadas. A proposta, apresentada em janeiro de 2013 pelo MNA de Val-de-Marne, Laurence Abeille (Europe Ecologie-Verdes) foi encaminhada à comissão pelos socialistas, antes de voltar para a Assembleia Nacional, em janeiro de 2014, sob uma forma atenuada, e depois de ser aprovada em primeira leitura pelo Senado em junho de 2014.

Apesar destes contratempos sucessivos, o grupo ambientalista decidiu submeter o projeto a votação para evitar seu retorno ao Senado, onde ele teria sofrido, provavelmente, novos atrasos e cortes.  Sua adoção é, portanto, final e, congratula-se o Sr. Abeille, “os decretos deverão ser aplicados sem mais demora”.

Não baixar os limites

Finalmente, a “Lei sobre a sobriedade, a transparência, informação e consulta para a exposição às ondas eletromagnéticas” aparece como um compromisso entre os defensores de uma supervisão mais rigorosa dos operadores do sector da telefonia sem fio, contrários a qualquer obstáculo regulamentar. ”O presente texto não responde plenamente a todas as questões, reconhece o MNA Verde, mas é, no entanto, um primeiro passo essencial”.

A principal novidade é a introdução na lei francesa de um princípio de “sobriedade” da exposição da população aos campos eletromagnéticos. Por virtuoso que seja este princípio, no entanto, permanece vago e não vinculativo. É, portanto, já não uma questão da redução dos limites de exposição em vigor, que, dependendo das frequências envolvidas, são entre 41 e 61 volts por metro (V /m), enquanto a proposta original era destinada a baixá-los de volta para “um valor tão baixo quanto razoavelmente possível”, ou 0,6 V /m.

Hot spots

A Agência Nacional de Frequências (AFNR) vai, no entanto, fazer a cada ano um censo nacional de “pontos atípicos” ou “locais onde o nível de exposição pública é substancialmente superior ao que é geralmente observada em escala nacional”. Os operadores terão de saná-las no prazo de seis meses, “sujeito à viabilidade técnica”.

A exposição média na França é agora cerca de 1 V / m, mas um estudo do Comité de Operações em ondas móveis (Copic), cobrindo dezesseis representativos municípios do território francês e publicado em 2013, relataram alguns picos de exposição “de até 10 V /m na potência máxima do transmissor”, mesmo que os níveis permaneceram abaixo de 0,7 V / m em 90% dos casos. O AFNR considera estes lugares agora como atípicos, onde a exposição excede 6 V / m.

Em matéria de transparência, a instalação de antenas agora estará sujeito a aviso prévio aos prefeitos e presidentes de entidades intermunicipais. E estes podem, por sua vez – mas não necessariamente – organizar uma consulta com os residentes. Além disso, uma campanha de “sensibilização e informação sobre o uso responsável e racional dos dispositivos móveis” deverá ser conduzida.

Wi-Fi proibida em berçários

Uma seção da lei é dedicada à proteção dos bebês. Os dispositivos sem fio serão proibidos em “espaços dedicados ao cuidado, repouso e atividades de crianças menores de três anos”, ou seja, berçários e creches. No entanto, ao contrário do desejo inicial de ambientalistas, Wi-Fi permanecerá permitida nas escolas primárias. No entanto, terá que ser desativado fora “atividades educacionais digitais”.

Finalmente, a situação muitas vezes dramática de pessoas que sofrem de eletrossensibilidade recebe consideração prioritária. O governo terá de apresentar um relatório ao Parlamento sobre esta questão dentro de um ano.

Associações “antirradiação eletromagnética” preferem considerar um copo meio cheio e não meio vazio.

“Este ato, que é o primeiro dedicado à questão das ondas eletromagnéticas e seu impacto sobre o meio ambiente e saúde, marca um primeiro passo para o reconhecimento legal da necessidade de regular o desenvolvimento das comunicações de telefonia móvel e todas as tecnologias sem fio”, diz a associação para a regulamentação de estações base de telefonia móvel (Priartem). Em sua opinião, “este primeiro esforço legislativo deve ser um incentivo para ir mais longe à proteção das pessoas”.

Recomendação de cautela

Este ato chega a um contexto de desenvolvimento acelerado de fontes de campos eletromagnéticos, em especial, com a implantação de comunicações móveis de muito alta velocidade 4G. Desde o 1º de janeiro de 2015, ANFR indica o número de estações de base de 4G autorizadas em França, para todos os operadores, 18.699 – em comparação com 12.525 no ano anterior – e 15.424 estão já em serviço.

Se não houver consenso científico em torno dos riscos potenciais à saúde causado por exposição a radiofrequências, muitos estudos e opiniões recomendam cautela. Em 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou-os como “possivelmente cancerígenos”. E em 2013, a Agência Nacional de Segurança e Saúde da Alimentação, Ambiente e Trabalho (ANSES) recomendou: “limitar a exposição da população ás radiofrequências – especialmente a partir de telefones móveis e particularmente para crianças e usuários frequentes”. A ANSES recomendou, também: “controlar a exposição global da radiação de estações de base da telefonia celular”.

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Resumo:

O que provoca a Poluição Eletromagnética (PEM)

A eletricidade do corpo humano: Eletrobiologia

Os efeitos da PEM sobre o nosso corpo: Eletrofisiologia

A alergia à PEM: Eletrossensibilidade – Alguns depoimentos de sofredores

As polêmicas e controvérsias deste assunto na sociedade – Um caso em São Paulo

Quais os parâmetros de proteção – Limites de segurança

O contato com a Terra – Aterramento do corpo humano: A novidade

Vivendo em segurança – Dicas de proteção

Como se medem as radiações – Unidades e aparelhos de medição

Materiais para proteção

Como projetar novas construções e instalações elétricas

Livros – Links – Referências bibliográficas – Glossário 

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