*Drª Sneha Sath – Especialista em Medicina Reprodutiva na NOVA IVI FERTILITY, em Mumbai,Índia

Vivemos em uma era de quase completa dependência de tecnologias com o uso ilimitado de telefones celulares, laptops, computadores, tablets e conexões sem fio, muitas vezes, desconhecendo os seus efeitos adversos sobre o organismo. E acabamos pagando bem caro por isso sem saber as razões que causam os nossos vários problemas de saúde. É já um fato conhecido que as tecnologias modernas podem afetar tanto a fertilidade masculina e feminina e pesquisas revelam que cada vez mais estamos permanentemente expostos a radiações bem acima dos valores considerados saudáveis. Dados clínicos mostram que quase 15% dos casais sofrem de alguma forma de infertilidade devido à exposição a estas radiações que utilizam frequências de micro-ondas.

Como as radiações afetam a fertilidade e concepção:

Veja como o uso intenso de tecnologias pode afetar-nos:

  • Os efeitos da radiação emitida por celulares, laptops, redes de Wi-Fi, telefones portáteis e outros aparelhos sem fios podem provocar danos no DNA e incapacitar o seu sistema natural de auto reparação, baixar a imunidade e diminuir a produção de melatonina.
  • A radiação é atraída para as células que têm a maior taxa de crescimento e divisão, como esperma, óvulos e fetos em crescimento, o que dificulta a concepção e, também, aumenta as chances de interrupção da gravidez em uma gestante.
  • A radiação pode causar sérios riscos para a saúde, incluindo câncer, distúrbios nervosos e até mesmo infertilidade.
  • As tecnologias sem fio, como a Internet, redes sem fios de computador e hot-spots, bem como mouses sem fio, teclados e caixas de som, também operam por meio de radiofrequências não-ionizantes semelhantes às utilizadas pelo celulares e são igualmente prejudiciais.
  • A exposição a ondas eletromagnéticas de baixo nível irradiadas a partir de dispositivos de tecnologia sem fios pode, da mesma forma, ter um impacto sério sobre a saúde e fertilidade, causando danos celulares e aumento do risco de câncer.

Como as radiações afetam a fertilidade masculina:

“Nos homens, estudos indicam que o uso de celulares junto do corpo, como no bolso das calças, pode afetar a contagem de espermatozoides, a sua mobilidade e a sua morfologia. As radiações emitidas por um laptop colocado no colo por longos períodos de tempo pode, também, afetar a qualidade e quantidade do esperma. O calor gerado pelo computador portátil pode contribuir também para alterar o esperma. Os testículos são mais vulneráveis ​​ao calor do que os ovários, por isso, as mulheres são menos susceptíveis de serem afetadas da mesma maneira”, diz a Drª. Sathe.

Como as radiações afetam a fertilidade feminina:

De acordo com um estudo realizado pela Ohio State University College of Medicine, mulheres que vivem a 100 metros de torres de telefonia celular têm mais stress e duas vezes maior risco de infertilidade.  Para as mulheres que tentam engravidar, o estresse é medido pelos níveis de proteína (alfa-amilase) em sua saliva. De acordo com o estudo, as mulheres com níveis mais elevados desta proteína na saliva, têm probabilidades 29% menores de conceber em comparação com aquelas com os níveis de proteína mais baixos.

Que mal as radiações podem fazer para uma mulher grávida?

 A pesquisa também sugere que a exposição à radiação de celular pode ser prejudicial para ambas as gestantes e seus filhos nascituros. “A exposição à radiação nos últimos meses de gravidez pode afetar a medula espinhal do bebê. A maioria dos telefones celulares e portáteis transmite e recebe radiação por radiofrequências (RF) de micro-ondas entre 890 e 2.200 mega-hertz (MHz). Estas ondas de rádio são emitidas por ambos os aparelhos de telefone celular e estações de base”, diz a Drª Sathe. Radiação de RF tem a capacidade de aquecer o tecido humano, semelhante à maneira pela qual um forno de micro-ondas aquece o alimento. Os efeitos térmicos produzidos pela radiação eletromagnética das ondas de rádio provoca a polarização das moléculas no corpo gerando calor dielétrico e este calor pode fazer com que tecido vivo possa morrer.

Como limitar efeitos nocivos da radiação

 Para evitar problemas de fertilidade, é importante fazer escolhas conscientes e usar as tecnologias criteriosamente. Mudanças simples do estilo de vida como, evitar que os aparelhos celulares ou tablets fiquem junto do corpo mantendo-os fora de bolsos ou sutiãs e afastados da barriga quando em gravidez.

Usar mensagens de texto em vez de falar ou usar viva voz, é o caminho seguro para garantir uma vida mais saudável.

NOTÍCIAS RECENTES DA POWERWATCH.ORG

http://www.powerwatch.org.uk/news/2015-02-05-france-wifi-restrictions.asp?pf=1

2015/05/02 – Wi-Fi proibido em berçários na França

Em um movimento sem precedentes, a França aprovou uma lei sobre a exposição de crianças a tecnologias sem fios, proibindo totalmente Wi-Fi em ambientes de berçários/creche e restringindo o uso nas escolas primárias apenas para serem ativados quando efetivamente sejam usados para fins educativos.

Isso não só demonstra consciência e atitude proativa para mitigar os danos potenciais da exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência, como também demonstra a primeira aplicação do princípio da precaução no que diz respeito à gestão da invasão e domínio das tecnologias sem fio.

Principais pontos do projeto de lei

  • Pontos de acesso/roteadores devem ser banidos de berçários e creches
  • Pontos de acesso sem fio/roteadores devem ser desativados nas escolas primárias, quando não estejam em uso ativo
  • Os anúncios de telefonia móvel deve incluir uma recomendação de dispositivos (como fones de ouvido) para reduzir a exposição junto à cabeça dos usuários
  • Todos os locais públicos que oferecem Wi-Fi devem anunciar claramente o fato, na entrada dos locais
  • Todos os dispositivos sem fio devem conter instruções claras sobre como desativar a sua funcionalidade sem fio

Tradução do francês da cobertura nacional da nova lei (Tradução cortesia da Google e Andre Fauteux)

Depois de dois anos, a lei que regula a exposição da população aos campos eletromagnéticos gerados por tecnologias sem fios (estações de base, celulares, tablets…) foi adotada pelos membros da Assembleia Nacional, quinta-feira 29 janeiro no final da manhã. Foi votado por toda a maioria, enquanto o Partido UDI se absteve – exceto Bertrand Pancher (Meuse) que votou a favor – e a UMP votaram contra, vendo-a como uma barreira para o desenvolvimento do sector digital.

Esta lei – a primeira na França a estabelecer uma abordagem de precaução face aos riscos potenciais para a saúde das frequências de rádio – uma verdadeira corrida de obstáculos, durante a qual as suas ambições iniciais foram seriamente depreciadas. A proposta, apresentada em janeiro de 2013 pelo MNA de Val-de-Marne, Laurence Abeille (Europe Ecologie-Verdes) foi encaminhada à comissão pelos socialistas, antes de voltar para a Assembleia Nacional, em janeiro de 2014, sob uma forma atenuada, e depois de ser aprovada em primeira leitura pelo Senado em junho de 2014.

Apesar destes contratempos sucessivos, o grupo ambientalista decidiu submeter o projeto a votação para evitar seu retorno ao Senado, onde ele teria sofrido, provavelmente, novos atrasos e cortes.  Sua adoção é, portanto, final e, congratula-se o Sr. Abeille, “os decretos deverão ser aplicados sem mais demora”.

Não baixar os limites

Finalmente, a “Lei sobre a sobriedade, a transparência, informação e consulta para a exposição às ondas eletromagnéticas” aparece como um compromisso entre os defensores de uma supervisão mais rigorosa dos operadores do sector da telefonia sem fio, contrários a qualquer obstáculo regulamentar. ”O presente texto não responde plenamente a todas as questões, reconhece o MNA Verde, mas é, no entanto, um primeiro passo essencial”.

A principal novidade é a introdução na lei francesa de um princípio de “sobriedade” da exposição da população aos campos eletromagnéticos. Por virtuoso que seja este princípio, no entanto, permanece vago e não vinculativo. É, portanto, já não uma questão da redução dos limites de exposição em vigor, que, dependendo das frequências envolvidas, são entre 41 e 61 volts por metro (V /m), enquanto a proposta original era destinada a baixá-los de volta para “um valor tão baixo quanto razoavelmente possível”, ou 0,6 V /m.

Hot spots

A Agência Nacional de Frequências (AFNR) vai, no entanto, fazer a cada ano um censo nacional de “pontos atípicos” ou “locais onde o nível de exposição pública é substancialmente superior ao que é geralmente observada em escala nacional”. Os operadores terão de saná-las no prazo de seis meses, “sujeito à viabilidade técnica”.

A exposição média na França é agora cerca de 1 V / m, mas um estudo do Comité de Operações em ondas móveis (Copic), cobrindo dezesseis representativos municípios do território francês e publicado em 2013, relataram alguns picos de exposição “de até 10 V /m na potência máxima do transmissor”, mesmo que os níveis permaneceram abaixo de 0,7 V / m em 90% dos casos. O AFNR considera estes lugares agora como atípicos, onde a exposição excede 6 V / m.

Em matéria de transparência, a instalação de antenas agora estará sujeito a aviso prévio aos prefeitos e presidentes de entidades intermunicipais. E estes podem, por sua vez – mas não necessariamente – organizar uma consulta com os residentes. Além disso, uma campanha de “sensibilização e informação sobre o uso responsável e racional dos dispositivos móveis” deverá ser conduzida.

Wi-Fi proibida em berçários

Uma seção da lei é dedicada à proteção dos bebês. Os dispositivos sem fio serão proibidos em “espaços dedicados ao cuidado, repouso e atividades de crianças menores de três anos”, ou seja, berçários e creches. No entanto, ao contrário do desejo inicial de ambientalistas, Wi-Fi permanecerá permitida nas escolas primárias. No entanto, terá que ser desativado fora “atividades educacionais digitais”.

Finalmente, a situação muitas vezes dramática de pessoas que sofrem de eletrossensibilidade recebe consideração prioritária. O governo terá de apresentar um relatório ao Parlamento sobre esta questão dentro de um ano.

Associações “antirradiação eletromagnética” preferem considerar um copo meio cheio e não meio vazio.

“Este ato, que é o primeiro dedicado à questão das ondas eletromagnéticas e seu impacto sobre o meio ambiente e saúde, marca um primeiro passo para o reconhecimento legal da necessidade de regular o desenvolvimento das comunicações de telefonia móvel e todas as tecnologias sem fio”, diz a associação para a regulamentação de estações base de telefonia móvel (Priartem). Em sua opinião, “este primeiro esforço legislativo deve ser um incentivo para ir mais longe à proteção das pessoas”.

Recomendação de cautela

Este ato chega a um contexto de desenvolvimento acelerado de fontes de campos eletromagnéticos, em especial, com a implantação de comunicações móveis de muito alta velocidade 4G. Desde o 1º de janeiro de 2015, ANFR indica o número de estações de base de 4G autorizadas em França, para todos os operadores, 18.699 – em comparação com 12.525 no ano anterior – e 15.424 estão já em serviço.

Se não houver consenso científico em torno dos riscos potenciais à saúde causado por exposição a radiofrequências, muitos estudos e opiniões recomendam cautela. Em 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou-os como “possivelmente cancerígenos”. E em 2013, a Agência Nacional de Segurança e Saúde da Alimentação, Ambiente e Trabalho (ANSES) recomendou: “limitar a exposição da população ás radiofrequências – especialmente a partir de telefones móveis e particularmente para crianças e usuários frequentes”. A ANSES recomendou, também: “controlar a exposição global da radiação de estações de base da telefonia celular”.

BOOKTRAILER do livro QUE FUTURO!!! Os Efeitos da Poluição Eletromagnética Sobre a Saúde

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Está disponível nos seguintes sites:

Livro:   Editora Schoba;   Livraria Martins Fontes;   Livraria da Travessa

 eBook:   Livraria da Folha;   Livraria Cultura;  Amazon.com

MORTES POR CÂNCER E ANTENAS DE CELULAR EM BELO HORIZONTE, MG. 

CONTAMINAÇÃO ELETROMAGNÉTICA E A NOSSA SAÚDE, DO QUE SE TRATA:

Contaminação, poluição eletromagnética ou electrosmog são palavras que começam a ser ouvidas com muita frequência sem, no entanto, sabermos exatamente o que querem dizer. Para entender o seu significado, vou tentar abrir luz sobre o assunto partindo deste princípio científico:

 Os seres humanos são complexos sistemas bioelétricos.  Nossos cérebros e coração são internamente regulados por débeis sinais elétricos e a constante exposição às radiações de campos eletromagnéticos tem uma interação com o processo biológico fundamental do corpo humano, podendo provocar alterações sérias.

    The BioInitiative Report – http://www.bioinitiative.org/

 Por todo o lado estamos expostos ás radiações emitidas por emissões de rádio e TV, radiações das comunicações telefônicas e radiações produzidas pelas instalações elétricas que fazem funcionar tudo isto. Em casa, pelas ruas, nos locais de trabalho ou de lazer, espaços comerciais e até nos hospitais.  Toda esta contaminação da Poluição Eletromagnética (PEM) é captada pelo nosso corpo induzindo correntes elétricas e campos oscilatórios que atrapalham nosso sistema bioelétrico, afetando o cérebro, o coração, o sistema circulatório e criando um ambiente hostil ao nosso sistema celular.

As radiações da PEM são genotóxicas e podem alterar o DNA de células débeis levando a doenças graves como  câncer.

Passaram-se já três décadas de pesquisas e ainda não se conseguiu um consenso sobre seus efeitos. Parece que a tecnologia anda mais rápido do que as pesquisas, ou interesses econômicos não deixam que resultados se produzam. Entretanto este fenômeno está afetando a saúde dos mais sensíveis, homens, mulheres, idosos e crianças, incluindo mesmo aquelas que estão ainda em gestação.

A sensibilidade aos efeitos das radiações dos campos eletromagnéticos chama-se Eletrossensibilidade.

 

ELETROSSENSIBILIDADE ou ES

(em Inglês: ElectroHyperSensitivity ou EHS)

http://www.hese-project.org/hese-uk/en/niemr/ehs.php

 

A ES está aumentando exponencialmente podendo atingir valores extremamente preocupantes em curto prazo e as tendências apontam para que 50% da população mundial possa tornar-se Eletro Sensível no ano de 2017 (Hallberg, O. e Oberfeld, G. 2006).

Se Hallberg e Oberfeld estiverem certos, é provável que alguém que a gente conheça fique ES nos próximos anos. Talvez alguém de sua família, ou você, ou eu.

Sintomas de Eletrossensibilidade – Os sintomas de ES variam de natureza e intensidade duma pessoa para outra. Para alguns, pode não ser mais do que uma inconveniência ou diminuição do seu bem-estar, para outras pode ser uma incapacidade com sintomas debilitantes que reduzem a qualidade de vida, para outras pode ainda ser mais severo como depressão ou até levar à tentativa de suicídio, por incapacidade de tolerar o nível de sofrimento.

Alguns dos sintomas mais reportados são:

  • Problemas com o sono
  • Problemas de pele
  • Falta de concentração e memória
  • Tonturas e fadiga
  • Dificuldade de respirar
  • Problemas cardíacos
  • Depressão
  • Problemas digestivos
  • Problemas de audição e com os olhos
  • Dores de cabeça e intolerância à luz

 

 EVIDÊNCIAS DE ELETROSSENSIBILIDADE

O Prof. OLLE JOHANSSON, Ph.D (Associated Professor, Department of Neuroconsciece, Karolinska Institute, Stockholm, Suécia) diz:

“A ES resulta por um dano de irradiação que provoca mutações das células, muito parecidas com as verificadas em tecidos submetidos a radiações de UV e radiações ionizantes”.  Em perto de duas décadas de investigações ele pôde confirmar que em pessoas ES, quando expostas a radiações eletromagnéticas, as suas células mastro ou mastócitos começam a migrar para a superfície da pele e podem desgranular.

(Mastócitos ou mast cells:   http://www.ncbi.nlm.nih.gov/mesh/68008407)

Os mastócitos são os guardiões do sistema imunológico e estão equipados com grânulos de histamina, que quando se desfragmentam provocam reações alérgicas na pele, como coceira, vermelhidão e dor.  Os mastócitos estão também em outras partes do corpo, comunicando-se com neurônios e outras células do sistema nervoso formando o eixo neuroimune, que faz parte das doenças autodegenerativas como a doença de Alzheimer e de Parkinson.  Mastócitos também se encontram no cérebro, coração e no trato respiratório e gastrintestinal.

Se a radiação eletromagnética ou REM, provoca com que os mastócitos descarreguem sua carga química de histamina na pele é também muito provável que o faça no coração, no cérebro e outras partes do corpo.  O Prof. Olle Johansson afirma que então, isto explicaria o que está acontecendo com as pessoas Eletrossensíveis.

(Prof. Olle Johansson:   http://youtu.be/cczGVhd63pM )

 

O Parlamento Europeu, a primeira entidade Internacional a reconhecer a ES ou EHS na sua resolução de dois de abril de 2009 art. 28:

“Os Estados Membro devem seguir o exemplo da Suécia e reconhecer que pessoas que sofram de ES ou EHS, sejam reconhecidas como portadoras de incapacidade, garantindo-lhes proteção adequada e igualdade de oportunidades”.

(http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+TA+P6-TA-2009-0216+0+DOC+XML+V0//PT  )

Na Espanha no final de 2011 já foi reconhecida a ES, e pela primeira vez foi dada aposentadoria completa a uma funcionária portadora desta incapacidade.

 O QUE CAUSA A ELETROSSENSIBILIDADE

 A nossa sensibilidade elétrica é exacerbada pela presença de radiações, como já vimos atrás, e a fonte dessas radiações têm duas origens:

1.  CEM – Campos eletromagnéticos de baixa frequência 50/60 Hz, provocados por todos os aparelhos elétricos e eletrônicos e pela rede elétrica onde estão ligados.

 Os CEM de baixa frequência são chamados de “eletricidade suja”, e referem-se a transientes de alta frequência, harmônicas e outras interferências que sujam a rede elétrica, ou são irradiados pelos aparelhos a ela ligados.  São gerados dentro dos ambientes, podem entrar pela rede elétrica de abastecimento ou podem ser gerados por condições externas na vizinhança, atravessando as paredes.  São particularmente nocivas as radiações de transientes e harmônicas que emitem frequências de até 100KHz, porque são captadas pelo corpo – que funciona como antena – e interferem fortemente com o nosso sistema celular. Como as nossas células são micro sistemas oscilantes, sua frequência de funcionamento fica profundamente  alterada na presença dessas perturbações.

Eletricidade e campos eletromagnéticos de baixa frequência são como dois  lados duma moeda – não podemos ter um sem o seu reverso.

Cada vez que ou ligamos um equipamento elétrico numa tomada, estamos ativando um campo elétrico e cada vez que o pomos em funcionamento estamos expostos a um campo elétrico mais um campo magnético.

A eletricidade tem que viajar bem de longe, para que seu aparelho funcione.  Desde a central produtora, através de linhas de alta tensão, subestações e seus transformadores que baixam a voltagem, até sua rua e seu ramal elétrico de entrada em casa. Tudo isso irradiando campos eletromagnéticos pelo caminho. Mas são os aparelhos elétricos com motores rotativos, transformadores, e alguns aparelhos eletrônicos, que produzem a eletricidade suja, adicionando aos campos eletromagnéticos as transientes e harmônicas, com suas frequências erráticas e muito nefastas.

Assim ficamos sabendo que a eletricidade de baixa frequência contamina e de que maneira, o nosso ambiente.

(Eletricidade suja ou dirty electricity:  http://www.youtube.com/watch?v=VhiZCaI5N50)

 

2. REM –  Radiação das altas frequências provocadas por todas as comunicações sem fios (wireless) que usam micro-ondas pulsadas, como telefones celulares, telefones móveis, antenas de comunicação e transmissão,  TETRA (comunicações da policia e militares), radares etc.

A REM das altas frequências é  irradiada pelos vários sistemas sem fios, cuja frequência de comunicação é feita usando ondas pulsadas de comprimento de onda muito baixo (micro-ondas), como os transmissores de telefonia celular GSM, 3G UMTS e redes de Wi-Fi, Bluetooth etc. Estes CEM funcionam entre 1MHz e 5GHz,  penetram no tecido humano produzindo profundas alterações do equilíbrio bioelétrico. Podem afetar a membrana hemato-encefálica, interferir na produção de melatonina e enfraquecer o sistema imunológico.

Quando falamos de comunicações sem fios, vem logo a ideia a controvérsia dos celulares. Fazem mal, não fazem mal?

Claro que fazem mal.   Mas não tanto como as radiações das antenas, das várias operadoras, que à nossa volta colocam cachos de postes com elas montadas e que emitem sua radiação 24 horas por dia, todo o dia.

Um celular em standby está em constante contato com a antena mais próxima, e assim ela sabe onde nos encontrar, no entanto a  radiação do celular é baixa,  na ordem dos 2 a 4µW/m2.  Nos modernos smartphones, este valor desce para cerca de 50% menos, o que significa que a indústria sabe fazer telefones com radiação mais reduzida… só agora.

Mas é quando se estabelece uma comunicação que os valores de radiação disparam, e mais, as frequências de falar e ouvir seguem canais diferentes, e como são ondas pulsadas (217Hz), martelam o cérebro quando temos o telefone junto do ouvido.

Quando se estabelece a ligação, o valor da radiação atinge facilmente mais do que 20.000µW/m2  (20mW/m2).  Por isso, o melhor é fazer uma chamada bem rápidinha, porque este nível de radiação encostada ao seu ouvido vai fazer estragos…

E não é só. Este valor de radiação vai ser somado à radiação que já estava sendo recebida da antena a que o telefone se ligou.

(Dra.Magda Havas, vídeo “Live Blood”: http://youtu.be/L7E36zGHxRw )

 

 O QUE DIZEM AS LEIS DE PROTEÇÃO

No Brasil e em muitos outros países, incluindo Portugal, a lei que a ANATEL e ANACOM fazem cumprir, apoia-se nas recomendações do ICNIRP, organização não governamental, que em 1998 indicou limites de proteção a seguir.

  • Campos elétricos:         5000 V/m (50Hz)   4166 V/m (60Hz)
  • Campos magnéticos:  100 µTesla (50Hz)    84 µTesla (60Hz)
  • REM: 0,4 a 2GHz               40 V/m ou 8 W/m2       
  •            2 a 300GHz:              60 V/m ou 10 W/m2

http://www.icnirp.de/documents/LFgdlpor.pdf

Com o decorrer dos anos, diversas vezes se tentaram baixar estes valores por serem excessivamente altos, e se veio a verificar cientificamente que não protegem as populações.  Por quê?  Eles foram recomendados numa época em que o mundo não usava as tecnologias de hoje, nem no volume crescente de agora.  Os valores foram baseados em ensaios com humanos referindo-se apenas aos efeitos de aumento de temperatura por curto espaço de tempo, e considerando que as radiações eram não ionizantes.

Naquela época ninguém pensou nos efeitos de longo prazo, para uma exposição permanente como hoje se verifica.

Os valores limite foram muito debatidos em varias oportunidades, e desde 2009 que organizações como a Bioinitiative e Nex-Up aconselham outros valores baseados e apoiados pela comunidade científica centrada na verdadeira proteção das pessoas.

http://www.bioinitiative.org/                http://www.next-up.org

A evolução é tão rápida que os valores pugnados uns anos atrás para a inteira gama de frequências: 0,6 V/m ou 1 mW/m2,  ainda que 100 ou 10.000 vezes menores não nos protege.

 

A comunidade científica recomenda hoje o uso de valores que garantam mais eficazmente a proteção das populações,  resgatando o valor de Salzburg 2002, para uso na ocupação em espaços interiores:

CEM ou REM na completa gama de frequências:  0,02 V/m ou 1 µW/m2

Há já até já um movimento científico para reduzir este valor 10 vezes…

http://www.powerwatch.org.uk/science/intguidance.asp

 

O que parece muito estranho, é que nunca ninguém tenha pensado tornar público de que, por exemplo: para fazer tocar um telefone celular, só é necessário 1 nW/m2 (um nano watt por metro quadrado) de sinal, quando nosso telefone tem apenas um pauzinho. No entanto, o valor médio da densidade de potência irradiada, numa cidade como São Paulo na rua, pode ser da ordem dos 2 a 15 mW/m2, ou duas a 15 milhões de vezes mais do que 1 nano Watt que faz o telefone tocar.

Se fosse respeitado o limite de 1 µW/m2  (ou 1.000 vezes mais do que o necessário para o telefone tocar), porque as operadoras nos bombardeiam 24 horas por dia, com sinais de muitos milhões de vezes mais fortes do que o necessário?

A lei permite, seguindo o ICNIRP, que as antenas emissoras de sinal do celular, cheguem a emitir até um máximo de 8 a 10W/m2 (conforme as frequências) ou seja:     8 a 10.000 mil milhões de vezes mais do que o necessário para o telefone tocar.

 

 COMO NOS PROTEGER

 Com este cenário torna-se óbvio que, quando aceitamos os riscos potenciais para a saúde, independentemente se existe ou não relação entre a exposição a radiações de campos eletromagnéticos e os sintomas de doença, devam ser adotadas medidas de precaução para reduzir os riscos eventuais.

MEDIDAS DE PRECAUÇÃO:

  •  Evitar ter aparelhos elétricos ligados nas tomadas quando não estão em uso.
  • De preferência não cozinhe em micro-ondas, porque ele também altera a estrutura molecular dos alimentos. Mas se tiver que usar, saia da cozinha enquanto ele funcionar.
  •  Afaste abajures ou despertadores da sua cabeceira para o mais longe que seja possível.
  • Não use lâmpadas de halogênio com transformador e não use lâmpadas econômicas, porque tem radiação muito forte e “sujam” a rede elétrica. Prefira lâmpadas incandescentes ou as novas lâmpadas LED.
  •  Não use telefones portáteis, especialmente os DECT, porque emitem radiação muito forte, mesmo quando não estão em uso. Dê preferência ao telefone fixo.
  •  Use o seu telefone celular afastado do corpo e só use junto do ouvido pelo tempo mínimo de comunicação.
  •  Limite o uso do celular, não fique conversando, para isso use o fixo.    Dê preferência à viva-voz ou mãos livres se possível.
  •  Não use o celular dentro do carro, ônibus ou trem. A blindagem metálica faz com o celular aumente a sua potência para poder transmitir. Pare e use apenas ao ar livre, a menos que seja uma emergência.
  •  Não use o Bluetooth, ele transmite usando micro-ondas, e ainda que o sinal seja muito fraco é a longa permanência ao ouvido que prejudica.
  •  Não deixe o celular perto de si durante a noite.
  •  Evite usar aparelhos “sem fios”. Eles usam micro-ondas para se comunicarem entre si. Prefira ligações com fio.
  •  Use internet com cabo (Ethernet) ligado direto no modem. Não use Wi-Fi.     As radiações dos telefones DECT e Wi-Fi são muito fortes, atravessam as paredes e têm alcançe de até 50 metros. Mas se não tiver outro jeito, desligue logo que seja possível. De noite, deixe sempre desligado. Pense nos vizinhos…
  •  Não use o laptop com Wi-Fi, use o cabo de ethernet ligado ao modem ou pode usar a alternativa “Powerline”, que usa a instalação elétrica como rede de transmissão, podendo ligar o computador com fio a qualquer tomada perto.
  •  Não use o laptop nos joelhos. Afeta os orgãos reprodutores.
  •  Se usar o laptop com cabo, não esqueça desligar o Wi-Fi do computador apagando aquele símbolo azul do Wi-Fi. Quando desligado ele fica laranja. Se não, está sendo irradiado pelo próprio laptop. E poupa bateria.
  •  Atenção grávidas. Não usem o laptop sobre a barriga, nem Wi-Fi. Como é obvio o neném será muito afetado. Quando ele nascer, não usem aquele monitor, para vigiar o berço. Usa comunicação sem fios com radiação muito forte.
  •  Procure proteção das radiações que vem de fora. Há cortinas de tecido especial, com fios de cobre e prata que bloqueiam as radiações.
  •  Também há dosseis (mosquiteiros), que cobrem as camas, com os mesmos tecidos, fazendo gaiola de Faraday e protegendo nosso sono.
  •  As paredes podem ser pintadas com tintas especiais à base de carbono, que cortam mais de 99% das radiações que venham do exterior.
  •  Com estes tecidos especiais de alta proteção podem ser feitas roupas de proteção. Para as grávidas a proteção é quase indispensável.
  •  Há filtros especiais para colocar nas tomadas, que limpam e bloqueiam a “eletricidade suja”
  •  Não usar roupas de tecidos sintéticos, porque favorecem a produção de eletricidade estática. Melhor usar roupas confecionadas com tecidos naturais.
  •  Preferir a ingestão de produtos frescos (frutas, verduras, hortaliças), evitar frituras, produtos industrializados e refinados. Lembre, não cozinhe no micro-ondas, se puder.
  •  Ande descalço sempre que possa, isso descarrega e nos liga com a Terra.

Tudo isto pode aliviar a carga sobre nosso sistema imunológico,  protegendo a nossa saúde.

 

Alguns vídeos da Electromagnetic Health.Org, do encontro de cientistas em 2010:

Sissel Halmoy:   http://vimeo.com/17250790

Eileen O’Connor:   http://vimeo.com/17271105

 

Contatos do autor:   e-mail: eugenio.lopes2@gmail.com.br

Telf. Portugal:  +351  919 115 237

Telf. Brasil:  +55  11   974 950 188

ELECTROSMOG ou POLUIÇÃO ELECTROMAGNÉTICA – UMA AMEAÇA ?

Os nossos corpos estão constantemente expostos a radiações provocadas pelo homem, desde os telefones portáteis aos telefones móveis, passando pelas linhas de alta tensão, antenas e rêdes Wi-Fi e  redes eletricas sujas.

Com o este blog, pretendo abordar informações que me parecem pertinentes para que possamos decidir como conviver com o ElectoSmog, pois não há qualquer dúvida que temos de conviver com esta nova forma de poluição  não podendo  prescindir das vantagens das novas tecnologias, das quais até já dependemos.

Não é minha intenção criar polémica,  mas sim despertar a atenção para os potenciais riscos da existência deste perigo invisível.

Cientistas emergentes tem vindo a alertar para os efeitos biológicos adversos, causados por este cocktail de radiações electromagnéticas e pedem mais urgentes pesquisas a entidades como a Organização Mundial de Saúde, Parlamento Europeu e Governos.  Na minha opinião,  devemos agir agora, em vez de ficar à espera dos resultados cientificos definitivos, e aplicar o Pricípio da Precaução, limitando ao máximo a nossa exposição aos potenciais efeitos negativos.

Saiba mais em:   www.icems.eu

O esforço da Eurodeputada Frédérique Ries, resultou na ” RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU de 2 de ABRIL DE 2009″  sobre as Preocupações com a saúde associadas aos campos electromagnéticos. Processo 2008/2211 (INI)  AprovaçãoP6TA (2009) 0216.

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A6-2009-0089+0+DOC+XML+V0//PT

Autor:   eugenio.lopes2@gmail.com

Eletrosensibilidade é o nome dado às condições que causam em cada um de nós, a perda de bem-estar provocada pela poluição electromagnética.  Nós sabemos que qualquer fio elétrico ligado à corrente, se fôr tocado produz um choque, mas se o fio estiver isolado, não apanhamos choque e não representa perigo.  Na verdade, qualquer fio ligado a uma rede eletrica, produz um campo electromagnético no nosso corpo, usando o mesmo principio do wireless ( sem fios ), e cada pessoa reage de modo diferente aos efeitos desta eletricidade induzida.  Todos somos sensíveis a estes campos elétricos duma forma ou de outra,  mas a pergunta fica….Quanto sou eu?   Embora possam ser feitas medidas com aparelhos sofisticados, podemos fazer um simples teste da nossa sensibilidade,  para saber da nossa propensão para ser afetado.

Veja se eventualmente sente qualquer dos sintomas que se seguem: Durante longas viagens de carro sente-se letárgico, cansado, com dores de cabeça ou migraine – Depois de longos periodos do uso de telemóvel ou telefone portátil em casa, sente dores de ouvido, ardôr  ou dores de cabeça – Quando acorda, sente-se como não tivesse dormido bem – Sofre regularmente  de insónia, dores de cabeça, depressão, irritabilidade, comichão na pele, náusea, tinitus ou apitos no ouvido?. Se não tem qualquer destes sintomas, sinta-se muito feliz por estar de esplêndida saúde. Se tem alguns destes sintomas, deveria procurar mais informações sobre os efeitos nocivos do ElectroSmog,  mas se tem bastantes destes sintomas, a sua saúde está em perigo, e deveria dar-lhe atenção imediata. 

Saiba mais pelo:    http://www.bioelectrichealth.org/voltage.htm

Os sintomas duma electrosensibilidade alta podem manifestar-se por problemas: FÍSICOS - Dificuldades com o sono, Acordar de noite varias vezes; Agitação; Sentir que não se  descançou bem; Cansaço anormal, Fraqueza; Tremores ou Tonturas; Dores de Cabeça por vezes fortes ou severas; Pele sêca ou com comichões, irritações escamas ou sensações de bichos a andar pela pele; Arritmias na pulsação, Subidas de tensão;  Dificuldades de visão, irritação e vontade de coçar os olhos;  Dores nas articulações, ossos, nos braços ou nas pernas, Caìmbras nos braços ou pernas.   COGNITIVOS - Perdas temporárias de memória ; Faltas de concentração ; Dificuldades de aprender coisas novas.  EMOCIONAIS - Alterarações de comportamento ; Depressão ; Mudanças de humor.

 

QUE TIPO DE PROBLEMAS PODEM CAUSAR ESTES CAMPOS?  – O sistema nervoso humano, trabalha com impulsos elétricos de muito baixa voltagem, e por isso, os campos induzidos no nosso corpo, causam fatores de desequilíbrio que explicam os vários tipos de sintomas e perturbações.  E donde surgem estes campos elétricos que fazem elevar nossa Voltagem Corporal?    Na maioria das vezes, eles são induzidos pelas cablagens elétricas que correm dentro das paredes, das nossas casas ou escritórios, ou muitas vezes pelos fios das extensões dos aparelhos que temos à nossa volta. Outra fonte destes campos, pode ser das cablagens no chão, ou no teto do vizinho de baixo, ou podem ser gerados por linhas de distribuição elétrica que passam perto da casa, linhas de alta tensão, linhas de elétricos ou comboios, tranformadores de potência ou sub-estações de distribuição, antenas de telemóveis e outras fontes diversas.

PESQUISAS ESTÃO LIGANDO AUTISMO A CAMPOS ELÉTRICOS E ELECTROMAGNÉTICOS, afirma o Dr. Dietrich Klinghardt, MD, PhD da Academia Neurobiologica de Klinghardt, Sussex UK..  Veja mais em: http://www.klinghardtacademy.com/

Autor: eugenio.lopes2@gmail.com