Energias alternativas. Um perigo para a saúde?

Energia elétrica produzida por sistemas alternativos como solares e eólicos estão ganhando espaço contribuindo para uma visível economia para a sociedade. Os governos estão encorajando e ajudando com isenção de impostos a sua utilização e notam-se crescentes números  de construções com painéis nos telhados e gigantes ventoinhas geradoras de energia na nossa paisagem.

MAS SERÁ QUE O USO DESSAS TECNOLOGIAS ALTERNATIVAS SÓ NOS TRARÁ VANTAGENS?

À parte o custo visual da alteração da paisagem, que deixo para outra discussão, será que são do conhecimento do público e dos próprios construtores alguns efeitos nocivos para a saúde dos utilizadores?

Infelizmente, estas tecnologias têm um lado perverso desconhecido do público e é quase regra geral não serem mencionadas na literatura técnica dos aparelhos quaisquer menções a produção de campos eletromagnéticos, radiação magnética ou contaminação da rede por eletricidade suja.

Estes contaminantes eletromagnéticos modernos são causadores de efeitos biológicos e neurológicos muito adversos à nossa saúde e praticamente desconhecidos do público. Certos grupos de utilizadores, especialmente os portadores de baixa imunidade, que se tornaram eletro hipersensíveis (EHS), ficam extremamente vulneráveis e sofrem com a presença destes poluentes eletromagnéticos modernos.

Muitos estudos recentes indicam que a poluição eletromagnética criada por painéis fotovoltaicos podem produzir efeitos de longo prazo na saúde de pessoas aparentemente saudáveis e causar transtorno de défice de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças.

Vamos entender como o uso de painéis solares fotovoltaicos e geradores eólicos podem causar problemas de saúde, e como poderemos usá-los  sem comprometer a eletrobiologia natural do nosso corpo.

 PAINEIS SOLARES FOTOVOLTAICOS

Instalar painéis solares fotovoltaicos nos telhados para gerar eletricidade para um edifício é uma alternativa ‘verde’ ao uso da eletricidade das redes de distribuição com as vantagens do preço da energia e a contribuição para a diminuição do aquecimento global. O investimento para a instalação é alto, mas o seu retorno será de curto prazo. No entanto, pessoas que tenham hipersensibilidade elétrica podem ter dificuldades em entrar nesses  edifícios ou mesmo estar perto deles uma vez que os sintomas de suas síndromes não são específicos, como dores de cabeça e agitação, não conseguindo estabelecer a relação entre seus sintomas e os edifícios com energia solar.

Os sistemas solares modernos usam componentes que emitem campos eletromagnéticos e radiação eletromagnética que podem causar ou agravar esses sintomas. O problema maior é causado pelo inversor e controlador de cargas que convertem a energia gerada pelos painéis em corrente contínua (CC) e a transformam em energia elétrica alternada (AC)para o uso da casa. O inversor emite rádio frequências e os cabos elétricos que o ligam aos painéis atuam como antenas irradiando radiação eletromagnética à sua volta. Há muitos casos de edifícios com sistemas solares elétricos que se tornam problema para pessoas sensíveis que moram na sua vizinhança.

Sistemas de energia solar elétrica têm muitos componentes problemáticos, especialmente os que têm baterias.   Essas baterias são usadas para estocar energia durante o dia e abastecer os circuitos elétricos durante a noite, e seu sistema de carga de alta eficiência emite muita radiação eletromagnética.  Essas tecnologias são chamadas de Modulação de largura de pulso (em inglês Pulse Width Modulation PWM) e Máxima energia de acompanhamento (em inglês Maximum Power Point Tracking MPPT).

É fácil avaliar que os sistemas elétricos de energia solar também produzem altos valores de eletricidade suja. Para detecta-lo  o mais fácil é usar um pequeno rádio de AM ajustando o dial para o valor da sua frequência mais baixa aproximando-o dos painéis. Muita estática e apitos serão ouvidos, mas ao afastar o radinho para longe dos painéis o ruído desaparece. O outro método é usar um medidor Stetzer GS para eletricidade suja, que ligado na rede facilmente vai acusar valores máximos  ou mesmo sobrecarga.

Os sistemas pioneiros dos anos 70 e 80 não usavam inversor, todos os aparelhos de consumo eram para corrente contínua. Esses pioneiros, sem saberem, estavam usando um sistema bem mais saudável do que os modernos que convertem a corrente continua em alternada.

Mais informação em inglês: Como conviver com energia solar  e Inversores e campos magnéticos

GERADORES EÓLICOS

Os geradores elétricos eólicos captam a energia do vento e a convertem em energia elétrica contínua, que é depois convertida em energia elétrica alternada para poder ser usada ou enviada para a rede de distribuição.

https://energy.gov/eere/wind/how-do-wind-turbines-work

A geração individual de eletricidade a partir do vento só é prática para as pessoas que vivem em áreas rurais. Um sistema eólico ocupa muito espaço e requer mais manutenção do que um sistema solar. Sua rotação, especialmente com ventos fortes, produz muito ruído o que pode ser muito inconveniente para pessoas sensíveis.

Quase todos os geradores  de tamanho residencial usam um inversor para converter a  eletricidade gerada em corrente alternada.  Por isso, o problema de produção de campos eletromagnéticos e eletricidade suja,  produzido pelos inversores ou retificadores e transformadores requerem especial  atenção.

Os parques eólicos que vemos instalados na nossa paisagem são muito diferentes dos geradores de vento de tamanho residencial e as lâminas giram muito mais lentamente. Muitos estudos apontam que a sua rotação lenta produz vibrações inaudíveis e infrassons que tornam algumas pessoas doentes e até mentalmente instáveis. As pessoas com hipersensibilidade elétrica parecem ser particularmente suscetíveis.

Grandes turbinas eólicas usam sistemas de conversão e retificação de energia contínua em alternada que produzem elevados valores de campos eletromagnéticos  introduzindo na rede inaceitável quantidade de eletricidade suja, além de enviarem para a terra correntes parasitas que contaminantes do solo.

Pessoas com hipersensibilidade, não deveriam viver a menos de 2 km de grandes turbinas eólicas.

SISTEMAS DE ÁGUA QUENTE SOLAR.

Um sistema de água quente solar capta o calor do sol e aquece a água do banho e às vezes até aquece uma casa. Estes sistemas costumam ter um coletor solar no telhado que aquece um líquido, que é então bombeado para um tanque de armazenamento para uso posterior. O principal problema com esses sistemas é a bomba, que pode ser um inconveniente para as pessoas que são eletricamente sensíveis. É uma bomba pequena, e pode não ser mais incômodo do que um refrigerador. Alguns sistemas têm a bomba funcionando com eletricidade da corrente contínua diretamente de um painel fotovoltaico, que não são melhores do que as bombas normais de corrente alternada. Algumas bombas do tipo poplar, para corrente contínua, são até muito mais poluentes.

Pode ser possível obter água aquecida solar sem qualquer eletricidade em tudo. Estes sistemas são chamados termo sifão e usam um tanque de armazenamento montado no telhado, com o coletor solar colocado abaixo do tanque. Estes sistemas são especialmente populares em regiões de clima temperado e com geadas apenas moderadas.

 

O QUE FAZER?   Não é fácil ser verde e sensível…

As tecnologias alternativas não são seguras para pessoas química ou eletricamente sensíveis e mesmo para quem não é sensível, porque a ação da contaminação eletromagnética é cumulativa.

Melhor será aumentar o conhecimento do que causa nossa sensibilidade e gerir nossas atitudes de acordo.

Os poluentes eletromagnéticos são:

1 – Campos elétricos – Provocados por fios e cablagens elétricas. Dependem da voltagem, por isso, linhas de alta tensão produzem altos valores de campos elétricos ao seu redor. Diminuem com o afastamento da fonte. Valor saudável de exposição igual ou inferior que 1 V/m (Volt por metro). Saiba mais em:

2 – Campos magnéticos – provocados por transformadores, motores elétricos e pela corrente elétrica que passa nos fios e cablagens. Depende dos amperes que correm nos circuitos elétricos. Atravessam paredes. Diminuem com o nosso afastamento das fontes. Valor saudável de exposição igual ou inferior a 10 nT (nano Tesla). Saiba mais em:

3 – Eletricidade suja – Provocada pelas harmônicas e transientes nos circuitos elétricos. Extremamente adversa para o sistema imunológico. Valor saudável de exposição igual ou inferior que 25 GS (unidades GS). Saiba mais em:

4 – Radiação eletromagnética – Provocada por todas as tecnologias sem fios como TV digital, telefonia celular, telefones portáteis, Wi-fi e todas os sistemas wireless. Valor saudável de exposição 1 uW/m2 (micro watt por metro quadrado). Saiba mais em:

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8 comentários sobre “Energias alternativas. Um perigo para a saúde?

  1. O que vem a ser mais nocivo para os seres vivos e ao planeta: os fogões que usam gás, retirados de importantes reservas, necessárias para o equilíbrio térmicos de Gaia etc. e que poluem o ambiente com a queima desses gases, ou fogões elétricos que utilizam energia solar renovável? Há plantas comprovadamente capazes de eliminar ou diminuir os efeitos da eletricidade suja do ambiente? Obrigada Diney

    1. Diney,
      A eletricidade suja (ES) só pode ser anulada com filtros especiais de patente Americana. Que eu conheça não há plantas que possam eliminar a ES. A ES irradia frequências da ordem de até 6 Khz que só são anuladas com filtros.

  2. Muito interessante Sr. Eugenio.
    Obrigado por compartilhar as informações.
    Obrigado. Joao Avancini

  3. Quem assina essa matéria? Me parece bem assustador para se publicado sem um tecnico responsável pelo que diz. Gostaria de saber a fonte da relação entre o sistema fotovoltico e o TDAH,

    1. Obrigado Graziela por seu comentário.
      Quem assina a matéria sou eu, o autor: https://camposeletromagneticos.wordpress.com/2016/06/20/perfil-do-autor/

      Quando escrevi:
      “Muitos estudos recentes indicam que a poluição eletromagnética criada por painéis fotovoltaicos podem produzir efeitos de longo prazo na saúde de pessoas aparentemente saudáveis e causar transtorno de défice de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças.”

      queria referir que a poluição eletromagnética provocada pelos sistemas solares fotovoltaicos, notadamente a eletricidade suja, interfere com o comportamento de crianças e pode provocar o transtorno chamado de TDAH. As fontes são imensas para apoiar esta afirmação.
      Como, por exemplo:
      1 – http://www.bioinitiative.org
      2 – http://www.magdahavas.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/10/06_Havas-DE-Schools.pdf
      3 – http://www.electronicsilentspring.com/wp-content/uploads/2014/12/Calming-Behavior-in-Children-with-Autism-and-ADHD-11-29-15.pdf
      4 – http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862010000300003
      embora este último link, o único em português nem reconheça a existência da contaminação moderna eletromagnética.
      Pode ampliar seu conhecimento sobre eletricidade suja visitando minha página:
      https://camposeletromagneticos.wordpress.com/2012/04/01/poluicao-eletromagnetica-e-a-nossa-saude/
      e ainda: https://camposeletromagneticos.wordpress.com/2010/06/24/3-eletricidade-suja-dirty-electricity/

      Graziela. Me coloco ao seu dispor para esclarecer este tema. Ele é super importante e não é conhecido. Por isso sua pergunta é muito pertinente e requer toda a publicidade que pudermos apresentar à sociedade.

      Um abraço cordial
      Eugenio

  4. Caro Eugênio,
    Te escrevo em resposta ao e-mail que você enviou para o Instituto ´Pindorama. É certo que todo tipo de energia provoca algum impacto em nosso corpo e que na maior parte da história da humanidade não havia energia. Para aqueles que como nós querem usar esse recurso moderno, precisam mensurar o impacto de cada tipo de solução.
    Seu texto tem uma tese mas não cita análises quantitativas ou qualitativas, assim não há como avaliar se há efetivamente um risco maior na energia eólica e solar. Eu particularmente, não consigo acreditar que estando imersos a quantidade de ondas eletromagnéticas que existem na terra, isso seja uma preocupação prioritária. Mesmo partindo dessa suposição de que há um efeito nocivo a saúde nestes tipos de energia o risco é socialmente muito menos danoso do que por exemplo destruir a região do xingu para criar uma hidrelétrica gigantesca ( e desviar 200 mil no processo) que é o metódo vigente no Brasil para se obter energia ou usar outros processos sujos.
    Lembro ainda que há outras formas de se obter energia como pequenas hidrelétricas, lixo, entre outras. É necessário dar ao cidadão, a nosso ver, autonomia energética e consciência ambiental para aplica- la com sabedoria.

    Abraços fraternos,

    Marcel Segal Hochman -gerente de marketing – Pindorama.org.br – 22 30160103

    1. Oi Marcel,
      Obrigado pela resposta ao meu mail. Apenas queria alertar para os dos campos eletromagnéticos que, de uma maneira geral, são emitidos por qualquer rede elétrica. Seja ela eólica solar ou hídrica.
      Acompanho sua posição de que o Brasil ao adotar um padrão de produção baseada na hídrica, está do lado errado. A produção da energia mais localizada é a posição mais saudável, evitando toda a rede de distribuição que ao longo de seu percurso vai contaminando com elevados valores de campos ele´tricos e campos magnéticos tudo à sua volta.
      Entendo, também, sua posição de descrédito quanto aos efeitos da contaminação ambiental eletromagnética. Foi para esclarecer quem estiver curioso de saber mais sobre isso que escrevi meu livro.
      A classe médica não tem muito conhecimento da eletrobiologia do corpo humano. Ela é afetada por todo o eletromagnétismo que nos rodeia. E os engenheiros elétricos, como eu, também não estão muito familiarizados com a voltagem corporal induzida pela sua presença.
      Marcel, não quis de modo algum levantar problemas com o uso de energias alternativas. Apenas gostaria de alertar sobre os inconvenientes da energia elétrica produzida por elas.
      Se com os seus sistemas, que produzem os poluentes elétricos que mencionei estiverem conscientes dos riscos inerentes que podem produzir, podem corrigir e introduzir as proteções que os vossos clientes agradecerão que tomem antecipadamente.
      Blindagens de campos elétricos e campos magnéticos sempre existiram no mercado para evitarem exposição desnecessária dos usuários.
      Nos vossos sistemas essas blindagens estão consideradas?
      Quem tem seus sistema instalados, tem assegurado que não têm em casa, por baixo dum telhado coberto por painéis fotovoltaicos, um mínimo de 1V/m de campos létricos ou 10 nT de campos magnéticos? A eletricidade suja dentro da casa estará abaixo dos 30GSUnits?
      Marcel, longe de criar polêmica, fico ao vosso dispor para qualquer esclarecimento.
      Minha vida profissional à volta do mundo foi sempre assim pautada. Profundo conhecimento e profissionalismo.
      Meu site e anos de pesquisas são apenas para abrir conhecimento de coisas que nos rodeiam e que não temos ninguém que nos alerte para podermos gerir nossa saúde.
      Um abraço cordial
      Eugenio

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