Agosto, 24, 2016- Diretrizes europeias para a prevenção, diagnóstico e tratamento de problemas de saúde relacionadas com a exposição a campos eletromagnéticos (CEM).

Autores: um grupo de cientistas da Academia Europeia de Medicina Ambiental (EUROPAEM).

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As doenças crônicas e doenças associadas a sintomas não específicos estão em ascensão.

Além de estresse crônico em ambientes sociais e de trabalho e exposição a produtos químicos em casa, no trabalho, e mesmo durante as atividades de lazer são causas estressoras ambientais que merecem a atenção da comunidade médica.  Afigura-se necessário rever os parâmetros de proteção à exposição a campos eletromagnéticos (CEM). Os médicos estão cada vez mais confrontados com problemas de saúde de causas não identificados. Estudos, observações empíricas, e relatos de pacientes indicam claramente interações entre a exposição a CEM e problemas de saúde. A susceptibilidade individual a fatores ambientes são constantemente negligenciados.

Novas tecnologias e aplicações sem fio (wireless) foram introduzidas na sociedade sem quaisquer conhecimentos sobre os seus efeitos na saúde, levantando novos desafios para a medicina e sociedade. Por exemplo, o paradigma dos efeitos não térmicos e os potenciais efeitos em longo prazo de uma exposição a dozes de valores muito baixos foram pouco investigados antes da introdução dessas tecnologias. Campos eletromagnéticos comuns ou fontes de CEM, radiação de radiofrequência (RF) (3 MHz para 300 GHz) são emitidos a partir antenas de rádio e de transmissão de TV, zonas de Wi-Fi, roteadores, telefones celulares, incluindo suas antenas e estações de base e dispositivos Bluetooth.             Campos elétricos e campos magnéticos de frequências extremamente baixas (3 Hz a 3 kHz) são emitidos a partir da fiação elétrica, lâmpadas, e eletrodomésticos.  Campos eletromagnéticos de frequências muito baixas (3 kHz a 3 MHz) são emitidos por harmônicas e outras distorções na rede a partir das fiações elétricas, lâmpadas (por exemplo, lâmpadas fluorescentes compactas), e dispositivos eletrônicos.

Por um lado, existe uma forte evidência de que a exposição em longo prazo a certos CEM é um fator de risco para doenças como certos tipos de câncer, mal de Alzheimer e infertilidade masculina. Por outro lado, a hipersensibilidade eletromagnética emergente (Eletrosensibilidade ES) é cada vez mais reconhecida pelas autoridades de saúde e do trabalho, políticos e também dos juízes de direito.

Recomenda-se o tratamento clínico da eletrosensibilidade (ES)  como parte do grupo de doenças crônicas multissistêmicas, mas reconhecendo que a causa subjacente permanece na contaminação eletromagnética ambiental. No início, os sintomas de ES ocorrem apenas ocasionalmente, mas,  com o tempo,  eles podem aumentar em frequência e gravidade. Sintomas comuns da ES incluem dores de cabeça, dificuldades de concentração, problema de sono, depressão, falta de energia, fadiga permanente e sintomas gripais. Uma história médica completa incluindo todos os sintomas e suas ocorrências em termos temporais e no contexto de exposições EMF, é a chave para um apropriado diagnóstico.      A exposição a CEM é normalmente avaliada fazendo medições dos CEM em casa e no trabalho. Certos tipos de exposição a CEM podem ser avaliadas investigando sobre fontes de emissão dos CEM comuns, mas é muito importante levar em conta a suscetibilidade individual de cada um.

O principal método de tratamento deve concentrar-se principalmente sobre a prevenção ou a redução da exposição a CEM, isto é, a redução ou eliminação de todas as fontes de exposição elevada em casa e no local de trabalho. A redução da exposição a CEM deve também ser estendido aos espaços públicos, como escolas, hospitais,  transportes públicos e bibliotecas para permitir às pessoas com ES um uso sem restrições ou preocupações.           Se a exposição a CEM prejudiciais for suficientemente reduzida, o corpo tem uma chance de se recuperar e os sintomas de ES serão reduzidos ou, podem até mesmo,  desaparecer.

Há evidências crescentes de que a exposição a CEM tem um importante impacto sobre o sistema da capacidade de regulação oxidativa -nitrosativa dos indivíduos afetados. Este conceito também pode explicar por que o nível de susceptibilidade a CEM pode ser alterado e por isso a gama de sintomas relatados no contexto das exposições CEM é tão grande.  Com base nesta atual compreensão, uma abordagem de tratamento que minimize os efeitos adversos do peroxinitrito – como tem sido cada vez mais utilizada no tratamento de doenças multissistêmicas – funciona melhor.

As diretrizes europeias 2016 dão uma visão geral do atual conhecimento sobre os riscos de saúde relacionados com as exposições a CEM, fornecendo recomendações para o diagnóstico, tratamento e medidas de acessibilidade da ES no sentido de melhorar os resultados de saúde e o desenvolvimento de estratégias de prevenção.

 

2 comentários sobre “Agosto, 24, 2016- Diretrizes europeias para a prevenção, diagnóstico e tratamento de problemas de saúde relacionadas com a exposição a campos eletromagnéticos (CEM).

    1. Obrigado Maria.
      Infelizmente por aqui, e em Portugal também, há um cepticismo enorme sobre o estado do nível de contaminação ambiental eletromagnética. A ligação entre esta contaminação e o número de cânceres crescente, não é fácil de correlacionar,
      Por isso, toda a ação de divulgar este tema é tão importante.
      Um abraço
      Eugénio

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