Mortes por câncer em BH, MG

Vídeo em Português Sobre mortes em BH, MG

Publicação cientifica do Governo dos US http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21741680?dopt
Mortalidade por neoplasia* e as antenas de celulares em Belo Horizonte, MG, Brasil.

*Neoplasia (neo = novo + plasia = formação) é o termo que designa alterações celulares que acarretam um crescimento exagerado das células, ou seja, proliferação celular anormal, sem controle, autônoma, na qual reduzem ou perdem a capacidade de se diferenciar, em consequência de mudanças nos genes que regulam o crescimento e a diferenciação celulares.

7/Julho/2011  Autores: Dode AC, MM Leão, Tejo FD, Gomes AC, DC Dode, Dode MC, Moreira CW, Condessa VA, Albinatti C, Caiaffa WT.

A poluição causada pelos campos eletromagnéticos (CEM) de altas frequências geradas pelo sistema de telecomunicações é um dos maiores problemas ambientais do século XX. O objetivo desta pesquisa foi verificar a correlação espacial entre a proliferação de antenas base da telefonia celular e casos de morte por neoplasia no município de Belo Horizonte (população 2.375.000) no Estado de Minas Gerais, Brasil, entre 1996 e 2006 e medir os níveis de exposição humana a radiações de CEM onde há uma maior concentração de antenas transmissoras de telefonia celular.
O método da análise descritiva espacial das antenas de base e os casos de morte por neoplasia identificados no município foi realizado através de uma abordagem ecológico-epidemiológica, utilizando o georreferenciamento. Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos em três bancos de dados: 1: Morte por neoplasia documentada pela Secretaria Municipal de Saúde. 2: Posição de antenas documentada na ANATEL (“Agência Nacional de Telecomunicações”) 3: Censo e os dados demográficos da população da cidade obtidos a partir de arquivos oficiais do IBGE (“Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística”).
Os resultados mostram que cerca de 856 antenas foram instaladas até dezembro de 2006. A maioria (39,60%) das antenas estavam localizadas na região do centro-sul do município. Entre 1996 e 2006, 7.191 mortes por neoplasia ocorreram dentro de uma área de 500 metros das antenas, a taxa de mortalidade foi de 34,76 por 10.000 habitantes. Fora desta área, uma diminuição no número de mortes por neoplasia ocorreu.
A maior incidência acumulada foi de 5,83 por 1000 na região Centro-Sul e a menor incidência foi de 2,05 por 1000 na região do Barreiro. Durante o monitoramento ambiental, o maior campo elétrico medido foi de 12.4V/m e o menor de 0.4V/m. O valor maior da densidade de campo foi 40.78μW/cm2 e o menor foi 0.04μW/cm2.

NOTA da Autora (Profª Adilza Condessa Dode. BH, MG): Estes valores estão dentro das normas brasileiras, mas são ultrapassados, quando comparados com os limites de exposição humana adotados em diversos outros países e cidades, como, por exemplo: na Itália 10μ/cm2; na China 6,6μ/cm2; na Suíça 4,2μ/cm2; em Paris na França 1μ/cm2; na Áustria 0,1μ/cm2; em Porto Alegre no Brasil 4,2μ/cm2.

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Estes valores, no entanto, são já bastante altos considerando o consenso geral em adotar os valores de limite recomendados em 2002 em Salzburg, na Áustria e em 2008 pela BUND da Alemanha (valores de precaução), que recomendam:     1μW/m2 (1μW/m2= 0,0001μW/cm2)

Assim, os valores obtidos em BH estão realmente muito acima do que seria recomendável: 40,78μWcm2= 407.800μW/m2 ou 400.000 vezes acima 0,04Wμ/cm2= 400Wμ/m2 ou 400 vezes acima.
Como qualquer telefone celular funciona com sinal a partir de 0,0001μW/m2 (1 nanoWatt/m2),  parece óbvio que as companhias de telefonia móvel poderiam sim, baixar bastante a densidade de campo e potência de seus sinais emitidos, de modo a reduzir os efeitos nefastos de tão altos valores de radiação.

Parabéns ao trabalho excelente da Profª Adilza Dode, que pela primeira vez, desmonta o argumento de que não há provas evidentes dos malefícios da exposição humana a radiações dos CEM
Eugénio Lopes EngºISEP eugenio.lopes2@gmail.com

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